domingo, 27 de maio de 2018

A Libras e sua importância para a comunidade surda no Brasil.

Libras é a língua materna da comunidade surda, no Brasil
Instituída pela Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é a língua materna da comunidade surda, no Brasil.
A Libras consiste em um sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, que tem como origem a Língua Francesa de Sinais (LSF), e que é fundamental para a comunicação de pessoas surdas.

Libras no Brasil

No Brasil, os estudos sobre a Libras foram iniciados em 1981, e desde então, a língua que utiliza as mãos para formar as palavras, vem se aperfeiçoando com a criação de novos sinais e com a readequação dos já conhecidos.
Agora, você se pergunta: Mas, quem utiliza a Libras, além dos surdos?
Saiba que mais de 12 milhões de brasileiros têm deficiência auditiva, segundo dados do IBGE. Pense então que, 70% desta parcela da população vive como estrangeiro em seu próprio país, já que eles não sabem ler o português. Isso significa que oito milhões de brasileiros só usam a Libras para se comunicar.
Essa é a realidade da comunidade surda no Brasil. Mas, por se tratar de uma deficiência invisível, os surdos ainda são ignorados pela sociedade. Por isso, a Libras é tão importante e deve ser uma língua acessível para todos, garantindo a comunicação entre pessoas surdas e ouvintes.

Dia Nacional da Libras

Instituído como alerta para as dificuldades das pessoas surdas se comunicarem, o Dia Nacional da Libras é comemorado, desde 2002, em 24 de abril. Em 2005, um decreto presidencial incluiu a Libras como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério, em nível médio e superior.
O decreto prevê, ainda, que a Libras seja ensinada na educação básica e em universidades por docentes com graduação específica de licenciatura plena em letras.

Alunos decidem aprender Libras para incluir colega surda, em Anápolis

Estudantes de uma escola pública de Anápolis, a 55 km de Goiânia, estão dando exemplo de inclusão social: decidiram aprender a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para poder se comunicar melhor com uma colega que é surda e, assim, ajudaram a fazer com que ela se sentisse mais acolhida. A iniciativa emocionou a família de Débora Maria Silva Santa Araújo, de 9 anos.

A turma, do terceira série da escola Professor Ernest Heeger, tem 30 alunos. Foram necessários apenas três meses para que todos conhecessem as letras do novo idioma. 
Nas atividades, eles fazem questão de se comunicar por Libras e, assim, garantir que Débora sempre entenda as mensagens. A turma tem uma intérprete, como determina a lei. 

Queila Romeiro conta com orgulho sobre o esforço das crianças. “Foi maravilhoso. Receberam ela de braços abertos.”As aulas de Libras vão continuar pelo restante do ano. “Ela chegou um pouco arredia, quietinha. Logo as crianças foram se achegando. 

E essas crianças acolheram a Débora, e hoje é um sucesso”, explica a professora, Eliana Aparecida.
A mãe da menina, a dona de casa Rosângela Silva, diz sentir os reflexos da conduta da turma em casa. Débora se sente mais segura e fez novos amigos, conta.
“O jeito que ela está se comportando [é diferente]. Ela ficou mais comunicativa. Mudou muito, demais”, conta a mãe, feliz.


Fonte: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/alunos-decidem-aprender-libras-para-incluir-colega-surda-em-anapolis.ghtml

MEC vai apoiar formação de professores para educação de surdos, diz ministro

O ministro da Educação,Mendonça Filho, concede entrevista ao programa Por Dentro do Governo, da TV NBR Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O ministro da Educação, Mendonça Filho, disse hoje (6) que o Ministério da Educação (MEC) busca a ampliar acessibilidade e políticas de afirmação de surdos. Segundo ele, está incluído na proposta da Base Nacional Comum Curricular, a formação adequada de professores, “para que a gente possa ter uma política pública cada vez mais inclusiva, respeitando a condição específica dos surdos ou daqueles que têm deficiência auditiva no nosso país".
Mendonça Filho participou hoje do programa Por Dentro do Governo, produzido pela TV NBR, e comentou o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio deste ano: Desafios para a Formação Educacional de Surdos no Brasil.
Segundo o ministro, o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), no Rio de Janeiro, é quem subsidia as políticas públicas para surdos no âmbito do MEC e apoia a sua implementação pelas esferas subnacionais de governo. “Na ponta, quem tem a responsabilidade direta por essas políticas públicas são os estados e municípios. Cabe ao Ministério da Educação induzir e apoiar politicas nacionais de inclusão geral e específicas”.
Com mais de 160 anos de existência, o Ines produz material pedagógico, fonoaudiológico e de vídeos em língua de sinais, distribuídos para os sistemas de ensino. Além de atender em torno de 600 alunos, da educação infantil ao ensino médio, o instituto também forma profissionais surdos e ouvintes no Curso Bilíngue de Pedagogia.
Para Mendonça Filho, a língua brasileira de sinais (Libras) precisa ser cada vez mais incorporada na política educacional brasileira. Por isso, desde 2013, em parceria com a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), o Ines disponibiliza conteúdo audiovisual acessível ao público surdo e aulas de Libras, por meio da TV INES .
Abstenções no Enem
Segundo o ministro da Educação, a abstenção de 30,2% no primeiro dia de provas do Enem seguiu os patamares de anos anteriores. Entretanto, para ele, é preciso reduzir esse número. “Preparamos o exame para 6,7 milhões de inscritos e não tivemos todos eles comparecendo à prova. Isso significa um desperdício. Se alguém tem uma motivação de força maior ou de doença é compreensível, mas outros que se inscrevem e não comparecem por razão mais banal, não é razoável. Estamos aplicando cerca de R$ 90 por prova e isso é dinheiro tirado do contribuinte”.
Ontem (5) foi o primeiro dia do Enem, com provas de redação, linguagens (língua portuguesa e língua estrangeira) e ciências humanas (geografia, história, filosofia, sociologia e conhecimentos gerais). O segundo dia de provas será no próximo domingo (12), com questões de matemática e ciências da natureza.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2017-11/mec-vai-apoiar-formacao-de-professores-para-educacao-de-surdos-diz-ministro

Sem intérprete, homem surdo usa cartaz para se comunicar em tribunal no DF

Homem surdo usa cartaz para se comunicar em audiência no Tribunal de Contas do DF (Foto: Reprodução)








Um representante da Associação de Pais e Amigos de Deficientes Auditivos (Apada-DF) precisou escrever em uma folha de papel para se comunicar em uma audiência no Tribunal de Contas do Distrito Federal, nesta terça-feira (3), porque a casa não tinha intérprete e os juízes não conseguiram entender a representação feita por ele na língua de sinais. A representação foi feita porque o Ministério Público de Contas do Distrito Federal entrou com uma petição no tribunal pedindo que seja cumprida a lei distrital que obriga a presença de um intérprete para pessoas surdas em órgãos públicos. O deficiente auditivo Carlos Augusto Ferreira, em sua representação, contou que já se deparou com diversos problemas para se comunicar em nos hospitais públicos.
"Já lidei com uma situação, por exemplo, no Hospital de Base. Eu vi um surdo internado numa maca e eu estranhei que esses surdos estavam com as mãos amarradas e eu fiquei chocado", começou.
A reportagem acompanhou Carlos Augusto Ferreira no DFTrans para tentar atendimento para que ele conseguisse o passe livre. Ao chegar lá, a atendente disse que a pessoa que fazia a tradução estava "em horário de lanche".

A deficiente auditiva Alusca Neves queria confirmar a consulta com o fonoaudiólogo no Instituto Hospital de Base, mas precisou escrever porque ninguém conseguia entender o que ela falava. A atendente do hospital confirmou que não tinha ninguém para auxiliar nesses casos.
“Ou ela tem que ler meus lábios ou eu faço gestos. Nem sempre a gente consegue se comunicar, e tem uma certa limitação, sim”, disse a servidora do hospital.
Em nota, o TCDF disse que "vem buscando uma alternativa para suprir essa necessidade", seja com a disponibilização de vaga em concurso público para intérprete da Linguagem Brasileira de Sinais, seja pela promoção da capacitação de servidor na tradução de libras. Já o DFTrans limitou-se a informar que não tem interprete de libras.


Fonte: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/sem-interprete-homem-surdo-usa-cartaz-para-se-comunicar-em-tribunal-no-df.ghtml

Interprestes de libras em órgãos públicos

http://www.surdosol.com.br/surdos-pedem-interpretes-de-libras-em-orgaos-publicos/

Modelo surdo abre um Instituto para empoderar as criancas

http://www.surdosol.com.br/modelo-surdo-abre-instituto-para-empoderar-criancas-surdas-atraves-da-lingua-de-sinais/#ll