Promover uma real comunicação entre os deficientes auditivos
e a sociedade. Este é o objetivo da Lei nº 10.436 que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais –
Libras. Nesta sexta-feira (24/04), a lei completa 16 anos de atuação desde que
foi assinada. Atendendo a um dos artigos da legislação, que prevê que o poder
público deve apoiar o uso e difusão da Língua, o município conta com o Centro
Municipal de Educação Alternativa de Itajaí (CEMESPI).
O CEMESPI começou
suas atividades em 1999 e atende a estudantes da rede pública no contra turno
escolar, e entre eles, alunos com deficiência auditiva. “É um direito
assegurado do aluno ter um auxílio na sua comunicação dentro da escola”,
explicou o professor e intérprete de Libras, Luiz Antônio Zacanario Junior.
Ainda há um longo caminho para que a sociedade esteja completamente adaptada
aos deficientes auditivos, mas a Lei foi o primeiro passo. De acordo com Luiz,
os surdos ainda lutam para que a Língua Brasileira de Sinais seja matéria obrigatória
em cursos de graduação e no ensino fundamental. “Uma das maiores dificuldades
que encontramos é quando um surdo precisa de atendimento médico. Temos que usar
gestos para nos comunicar, o que nem sempre dá certo.”
Fonte: http://www.itajai.sc.gov.br
A importância de ser reconhecida legalmente vai além de reconhecer a LIBRAS como linguagem visual, diz respeito a acessibilidade de toda comunidade surda a sociedade e a oportunidades da sociedade em geral. O reconhecimento pela lei veio reforçar o impacto e o poder de uma comunidade que vem sendo discriminada desde a antiguidade, para que eles tenham direito de usufruir de tudo aquilo ao seu redor.
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