sábado, 26 de maio de 2018

Lei sobre a Língua Brasileira de Sinais completa 16 anos



Promover uma real comunicação entre os deficientes auditivos e a sociedade. Este é o objetivo da Lei nº 10.436 que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras. Nesta sexta-feira (24/04), a lei completa 16 anos de atuação desde que foi assinada. Atendendo a um dos artigos da legislação, que prevê que o poder público deve apoiar o uso e difusão da Língua, o município conta com o Centro Municipal de Educação Alternativa de Itajaí (CEMESPI).


O CEMESPI começou suas atividades em 1999 e atende a estudantes da rede pública no contra turno escolar, e entre eles, alunos com deficiência auditiva. “É um direito assegurado do aluno ter um auxílio na sua comunicação dentro da escola”, explicou o professor e intérprete de Libras, Luiz Antônio Zacanario Junior.


Ainda há um longo caminho para que a sociedade esteja completamente adaptada aos deficientes auditivos, mas a Lei foi o primeiro passo. De acordo com Luiz, os surdos ainda lutam para que a Língua Brasileira de Sinais seja matéria obrigatória em cursos de graduação e no ensino fundamental. “Uma das maiores dificuldades que encontramos é quando um surdo precisa de atendimento médico. Temos que usar gestos para nos comunicar, o que nem sempre dá certo.”

Fonte: http://www.itajai.sc.gov.br


Um comentário:

  1. A importância de ser reconhecida legalmente vai além de reconhecer a LIBRAS como linguagem visual, diz respeito a acessibilidade de toda comunidade surda a sociedade e a oportunidades da sociedade em geral. O reconhecimento pela lei veio reforçar o impacto e o poder de uma comunidade que vem sendo discriminada desde a antiguidade, para que eles tenham direito de usufruir de tudo aquilo ao seu redor.

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