De acordo com a família de Cícero, vítima não ouviu ordem para parar o veículo.
CEARÁ – Um homem foi morto a tiros por supostamente desobedecer a uma ordem de policiais para parar o veículo em Fortaleza neste fim de semana. Conforme a família, Cícero Leonardo dos Santos Silva, de 32 anos, tinha problemas auditivos e não ouviu a ordem para estacionar a motocicleta que dirigia. O corpo do vendedor Cícero Leonardo foi enterrado neste domingo (29).
Segundo familiares, ele saiu de casa, no Bairro Granja Portugal dizendo que ia trabalhar. Por volta da 9h, o vendedor passou por uma blitz na Avenida Leste-Oeste, no Bairro Moura Brasil. Por não ter obedecido a uma ordem de parada foi atingido por dois tiros nas costas disparados pelos policiais que estavam na ação policial.
Um vídeo mostra feito momentos após a abordagem mostra ele sendo socorrido. Cícero foi levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde. O caso está sendo investigado pela Delegacia do Bairro Pirambu.
Em depoimento, os policiais militares disseram que Cícero estava armado e que atirou primeiro, versão contestada pela família. Os parentes disseram, ainda, que ele nunca teve envolvimento com nenhum tipo de crime e nem com tráfico de drogas.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que um inquérito policial foi instaurado para apurar o caso.
Fonte: G1 Globo
Disponível em: <http://www.surdosol.com.br/homem-com-deficiencia-auditiva-nao-ouve-ordem-de-pm-e-e-morto-a-tiros-diz-familia/>

Essa triste reportagem é reflexo da nossa sociedade, da falta de preparo da Polícia Militar, nesse caso, ao abordar uma pessoa com problemas auditivos. A polícia diz que apenas revidou os tiros de Cícero, a família contesta.
ResponderExcluirCompartilhei essa matéria para que possamos refletir sobre as diversas situações que os surdos passam no dia a dia. Situações que se os ouvintes não tiverem uma formação sobre inclusão e surdez, ou ser um simpatizante pelo tema (por ter familiares, amigos, conviver com surdos, ou por se preocupar pela inclusão) pode agir de maneira errada e, em alguns casos esse erro pode colocar vidas em jogo.