Atendimento
específico promove autonomia e independência. Município tem
aproximadamente 8 mil pessoas com deficiência auditiva. Cidade mantém
programa com premiação a comerciantes que investem em acessibilidade.
Pessoas em busca de emprego são maioria
nos atendimentos registrados pela Central
de Libras de Santos,
no litoral sul de SP, serviço mantido pela Prefeitura por meio da secretaria de
Desenvolvimento Social em parceria com o Conselho
Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Condefi).
O município tem 434,7 mil habitantes,
aproximadamente 95,6 mil pessoas com deficiência, e 16,6
mil cidadãos surdos ou com deficiência auditiva severa, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística).
“A
presença de intérpretes com dedicação exclusiva gera mais eficiência na
promoção de autonomia e independência ao cidadão”, afirma Daniel de Moraes
Monteiro, coordenador de políticas para a pessoa com deficiência da prefeitura
santista. “É uma garantia de direitos da população que usa a Língua Brasileira
de Sinais e busca informações sobre os serviços públicos”, ressalta.
Em 2017, a Central de Libras tinha
somente uma intérprete exclusiva e registrava entre dois e três atendimentos
por mês. A partir de janeiro deste ano, quando uma nova profissional de Libras
foi incluída, também com dedicação exclusiva, o número de cidadãos com
deficiência auditiva atendidos aumentou, passando de 50 no primeiro trimestre.
COMÉRCIO ACESSÍVEL – O projeto Santos Acessível estabelece
critérios estabelecidos pelo Procon-Santos, pela Secretaria de Defesa da
Cidadania (Secid) e pelo Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com
Deficiência (Condefi).
Para identificar estabelecimentos
acessíveis, a Prefeitura criou o selo Empresa
Acessível, com cinco estrelas, cada uma
equivalente ao tipo de acessibilidade.
Quatro
estrelas representam acessibilidade na respectiva deficiência: física (total ou
parcial), intelectual, auditiva (total ou parcial) e visual (total ou parcial).
A quinta estrela indica que o estabelecimento é totalmente acessível.
Para pessoas com deficiência física, o
estabelecimento deve ter estrutura com rampas
de acesso e vaga reservada no estacionamento.
Para deficiência visual, informativos em braile – como cardápios em bares e restaurantes
-, adesivos em relevo na entrada e piso
tátil. Para deficiência auditiva, recursos em Libras e,
se possível, funcionários que dominem a Língua Brasileira de Sinais.
Para deficiência intelectual, a empresa
deve criar materiais em linguagem simples, com
textos curtos e imagens ilustrativas.
O programa tem respaldo na Lei
Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (nº 13.146/2015) e
foi debatido em diversas reuniões com representantes do comércio local.
IMAGEM 01: Atendimento específico promove autonomia e independência. Município tem aproximadamente 8 mil pessoas com deficiência auditiva. Cidade mantém programa com premiação a comerciantes que investem em acessibilidade. DESCRIÇÃO DA IMAGEM PARA CEGO VER: Duas mulheres, uma negra e uma branca, conversam em Libras. Crédito da foto: Divulgação / Prefeitura de Santos / Ronaldo Andrade
Extraído de : http://brasil.estadao.com.br/blogs/vencer-limites/central-de-libras-amplia-inclusao-no-trabalho-em-santos/

Tem sido um desafio a inclusão dos indivíduos portadores de necessidades educativas especiais no Brasil. Discutir sobre a educação dos surdos e como ela vem caminhando, aponta para a realidade das suas necessidades que por muito tempo foi negligenciada. Entendemos a necessidade e importância da autonomia dos surdos, quando observamos as condições no mercado de trabalho.
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