DICIONÁRIO PARA SURDOS SERÁ APRESENTADO NO INOVA MINAS.
Um projeto desenvolvido no CEFET-MG busca solucionar a ausência de terminologia para conceitos técnicos e científicos em Libras. O objetivo é integrar de maneira mais efetiva os estudantes surdos em suas escolas e universidades. Assim, foi criada a plataforma digital SignWeaver, o Dicionário para Surdos.
Esse trabalho poderá ser visto no Inova Minas Fapemig, evento gratuito que começa nesta sexta-feira, 15 de setembro, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. Confira a programação e participe!
TERMOS TÉCNICOS TRADUZIDOS PARA LIBRAS
Por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), surdos e pessoas com deficiência auditiva transmitem suas ideias e fatos ao mundo. A Libras é o segundo idioma oficial do Brasil e seu ensino proporciona avanços significativos nas possibilidades de inclusão para surdos no país.
No entanto, muitos estudantes têm dificuldades no acesso ao ensino, especialmente nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (CTEM). O problema é o uso de termos técnicos que nem sempre são facilmente traduzidos em movimentos e sinais.
Para contornar essa situação, intérpretes, professores e tutores empreendem esforços para criar neologismos terminológicos. Em todo o país, não há uniformidade ou metodologia clara para essas traduções.
O Dicionário de Surdos do CEFET-MG foi criado como uma solução para este problema.
SIGNWEAVER, A PLATAFORMA DIGITAL QUE TRADUZ CONCEITOS PARA LIBRAS
A plataforma digital SignWeaver (artesão ou tecelão de sinais, em tradução livre para o português) foi desenvolvida para apoiar a criação, o armazenamento e a disponibilização de dicionários terminológicos para atender às demandas das pessoas surdas em áreas tecnológicas.
A metodologia é inovadora, baseada em métodos computacionais que auxiliam a produção de novos sinais para conceitos técnicos em CTEM, de forma mais parametrizada, ágil e escalável.Para a criação dos novos sinais, a plataforma vale-se de algoritmos de visão computacional e processamento de linguagem natural, validados por teorias linguísticas aplicadas por um comitê avaliador.
Quem está à frente do trabalho são os professores Flávio Cardeal e Vera Lima. O projeto foi também aprovado no programa de aceleração de empresas FIEMG-Lab. Nesse programa, ideias e tecnologias são lapidadas por profissionais de diversos campos para a criação de um novo negócio.
“A partir desta experiência no FIEMG-Lab, pretendemos explorar a viabilidade de se criar uma organização que leve adiante o projeto, dando maior estrutura financeira e profissional. Queremos contribuir para que o problema da escassez de um léxico específico para termos técnicos em Libras seja solucionado da forma devida”, comenta o professor Flávio Cardeal.
SIGNWEAVER NO INOVA MINAS
No Inova Minas, os professores irão expor os resultados relacionados à metodologia de criação de novos termos técnicos em Libras.
Também serão apresentadas ações desenvolvidas durante a experiência no programa FIEMG-Lab e que se relacionam com as viabilidades técnica e econômica do projeto.
Além dos professores, participam do trabalho os estudantes Carlos Carneiro e Celso Souza, do Programa de Pós-Graduação em Modelagem Matemática e Computacional do CEFET-MG; o linguista Gilberto Goulart e o ex-aluno do curso técnico em eletrônica, Felipe Teixeira (que é surdo).

Sabemos da existência de vários projetos para facilitação da comunicação básica entre os surdos e os demais, como aplicativos de tradução para a língua de sinais e vice-versa. Essa inciativa dada pelo CEFET de Minas é realmente muito interessante pois direciona essa facilitação para termos técnicos mais específicos e mais utilizados durante suas aulas e pesquisas, visto principalmente por alunos de ensino superior mais especificamente por alunos de cursos voltado para a área da computação, da ciência e da matemática. E é de extrema importância que esses alunos continuem tendo o devido suporte mesmo depois de suas passagens pela escola, onde eles supostamente tiveram um ensino adaptado para suas deficiências, e também deverão ter após quando, por exemplo, adentrarem a uma universidade, em que o ensino dos mesmos não deva limitado por não haver uma tradução linguística exata de termos apropriados, para a língua de sinais.
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